Advocacia: Gestão de pessoas e ambiente corporativo

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Advocacia: Gestão de pessoas e ambiente corporativo

A importância da cultura organizacional dentro dos escritórios de advocacia, apesar de ser uma prática muito mais comum em ambientes empresariais, pode selar o sucesso ou insucesso do negócio. A questão é que, embora o mister do Direito tenha cunho social, a rotina das bancas se aproxima cada vez mais de ambientes corporativos e tal fato não se pode negar e não é óbice para a obediência ao Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil.

O que os sócios, especialmente os fundadores, precisam considerar é que cada colaborador necessita, literalmente, vestir a camisa e seguir a missão, visão e valores do escritório. Isso porque, todos os profissionais terão, em algum momento, contato com os clientes e a comunicação deve seguir o mesmo tom desde o primeiro contato, quando o cliente ainda era um prospect. Lembrando que reverter um mau atendimento ou uma má impressão é tarefa árdua, além de prejudicar a marca, muitas vezes, irreversivelmente.

Mesmo com a importância de um bom ambiente de trabalho, a realidade mostra que grande parte dos fundadores, passado algum tempo do marco inicial de seus escritórios, não reconhecem seu próprio negócio, que já possui uma cultura própria e orgânica, com hábitos, atitudes, comportamentos, crenças, valores e expectativas compartilhados pelos integrantes e que, normalmente, não condiz com a forma que eles haviam concebido o escritório.

Esse problema é compreensível quando se entende que a rotina da Advocacia é exaustiva, com todos os profissionais, de sócios a estagiários, empenhados no cumprimento dos prazos, na melhor negociação, na elaboração de pareceres, defesas árduas e no acompanhamento da produção legislativa e jurisprudencial. E é exatamente que nesse cotidiano estressante que as distorções surgem.

Por Fernanda Campos 

Artigo publicado na edição de Fevereiro de 2017 do jornal Tribuna do Direito